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1 de mar de 2011

Medo e compulsão alimentar

Péssimas notícias. Acho que ela está rondando novamente. Ando sentindo uma vontade louca de comer qualquer coisa, e daí como, como, como, até não caber mais. Fico empanturrada, e depois... vergonha e tristeza. Pois é, nunca tive esse diagnóstico por um profissional, mas acho que sofro mesmo com a maldita compulsão alimentar. Não é direto, mas tem certos períodos na minha vida que não sei explicar por quê... só sei que ela simplesmente aparece, dá as caras assim, do nada!

Bom, na verdade, motivo deve ter. Com certeza algo não está bem emocionalmente. Mas vai saber o quê! Nem eu mesma sei! Vou ter que acabar parando num divã mesmo, é o jeito. Descobrir o que se passa no âmago do meu ser (falei bonito, hein! kkk) pra ver se mando essa compulsão pro espaço sideral.

Pesquisando sobre o assunto na net, achei um texto interessantíssimo, escrito pela psicóloga Valéria Lemos Palazzo, que serve não só pra quem sofre desse mal, mas pra qualquer pessoa tentando eliminar uns quilinhos. Na página tem um bocado de coisa bacana, quem quiser ler tudo, clique aqui. Abaixo, o trecho que interessa para o momento (vale a pena ler!):

O  medo na compulsão alimentar aparece como um elemento resistente. Ao mesmo tempo em que mantém um realidade (estar acima do peso, ser compulsivo), vamos criando elementos de resistência e de proteção relativos à aquela realidade. Por exemplo: "Eu quero ser amada, mas tenho muito medo do abandono". Porem quem esta disposto a amar o outro, e deixar-se amar, corre o risco de ser abandonado. O medo de ser abandonado faz com que a pessoa comece a criar comportamentos de proteção, que irão isolá-lo do seu medo de ser abandonado. O abandono é visto como ameaçador, ruim e indesejável.  Posso "manter" minha compulsão porque ela tem uma utilidade: Me manter afastada de relacionamentos amorosos, e assim evitar o abandono. 

Na vida profissional pode acontecer o mesmo. Caso eu não esteja tão bem na vida profissional como gostaria, posso atribuir este fato, não a algum tipo de "falta" minha ( me dedicar mais as minhas tarefas, me aprimorar, ser mais ousado), mas ao meu "problema" de excesso de peso.Neste caso não posso "me culpar" pelas minhas falhas. 

O problema é que vamos protegendo essa condição em nós mesmos, mesmo que ela pareça desagradável e não nos proporcione conseguirmos aquilo que queremos.

Uma pessoa com medo de se expor, mas que quer ter sucesso, pode se utilizar do excesso de peso para não se expor. Porem em qualquer  situação de sucesso, você estará exposto. Muitas pessoas perfeccionistas tem medo de serem "vistas" fora do "seu melhor", porque não se assumem com o realmente são. Acreditam que tem que ser perfeitas, por isso tem medo dos outros e de que eles possam "ver quem ela é". Neste caso a defesa pode aparecer na forma de excesso de peso, para que a pessoa não se exponha e se proteja. A crença é que não se expondo, ela estará protegida das criticas das outras pessoas. Mesmo tentando uma mudança de vida, as defesas internas podem fazer alguém fracassar. Estas defesas tem que fazer com que você não esteja em evidencia. Estas defesas foram criadas e treinadas por você. Suas crenças internas serviram como elemento reforçador para cada uma delas.

Por isso você pode começar uma dieta (reeducação alimentar) e não levar adiante. Começa a fazer exercícios e larga. Emagrece e engorda tudo novamente. Você pode estar vivenciando tudo isso, para impedir que venha  a passar por coisas que teme. Estas defesas vem e te "pegam". 

Por isso você tem que se perguntar que resistências criou ? Quais são os seus medos ? O que existe de perigosos em emagrecer ?

1 comentários:

  1. Olá, Vyvy! Mesmo que episódios assim ocorram, acho que em momentos que vc esteja bem, pode melhorar a qualidade dos alimentos e diminuir a quantidade. Não é porque há episódios de compulsão, que não vale a pena continuar cuidando bem do organismo quando possível, né? Acho que se isso te incomodar e vc tiver condições, pode ser bom procurar uma psicóloga sim! Mas recomendo uma terapeuta comportamental cognitiva ou só cognitiva e não uma psicanalista! Acho que só buscar interpretações pro que acontece está muito longe de ser suficiente, é preciso estratégias de intervenção, estratégias que mudem o comportamento diante da comida e também as crenças com relação aos alimentos! Uma coisa que me ajuda muito é ler sobre os benefícios dos alimentos... Ontem fui ler sobre os alimentos que fazem bem à pele e fico mais animada de consumí-los!
    Se pergunte "o que estou fazendo pra melhorar a minha compulsão?", acho que só buscar interpretações é mesmo perigoso.
    Espero muito que as coisas se ajeitem de uma maneira que vc fique bem!
    Beijo grande!

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