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15 de jul. de 2013

Exames

Daí que fui em dois médicos, um aqui no meu serviço e um reumato. A médica do serviço solicitou um catatau de exames porque mencionei a ela que tenho sempre os leucócitos baixos. Eu disse isso sem nenhuma pretensão, juro. Estava lá por causa de uma infecção de garganta e achei que a informação pudesse ser importante.

Para o reumato, por outro lado, eu fiz um mega desabafo sobre minha condição. Finalizei dizendo que há muito tempo sinto dores diariamente e nenhum médico até hoje me deu um diagnóstico preciso, e que não saber minha doença me angustiava. Ele percebeu minha sinceridade quando disse que não aguentava mais ficar no escuro, e aí solicitou outro catatau de exames.

Ao todo: 77 exames! Isso mesmo, este número monstro.

Passei o domingo mijando na garrafinha para fazer o tal exame de urina 24h. Entreguei 3 litros de urina hoje no laboratório - foi bom porque eu imaginava que bebia pouca água, e com este exame pude ver que realmente bebo bastante água!

Sugaram 18 tubinhos de sangue de mim hoje. E ainda falta mais! Vou ter que fazer uma dieta especial para fazer o restante dos exames, a qual inclui excluir do cardápio por alguns dias os seguintes alimentos:

  • chá
  • café
  • refrigerante
  • suco (natural ou artificial)
  • chocolate
  • baunilha
  • frutas (inclusive as secas)
  • sorvete
  • tomate
  • berinjela
  • nozes
Espero que esta "dieta" pelo menos traga o benefício de eliminar pelo menos alguns gramas...

Inté +!

6 de fev. de 2013

Confiar em Deus

Imagem: Donna Jantz

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ações de graças. Filipenses 4:6

Lindo este versículo. Impressionante como é difícil aplicá-lo de fato ao nosso dia a dia.

Não há um dia sequer que eu não sinta alguma dor, seja ela grande ou pequena. Ela está sempre ali, me lembrando de sua existência continuamente. Nem mesmo os medicamentos conseguem exterminá-las por completo. É inevitável não se abater e não desanimar de vez em quando. Mas daí penso: "essa doença não vai me vencer. Ela não pode me dominar! Ela não vai me impedir de seguir em frente". E daí reencontro a coragem e a força para ficar bem e seguir em frente.

Mas há dias em que a dor perturba tanto, que simplesmente não consigo esquecê-la. E o pensamento vai longe... longe... longe... Quando me dou conta, já estou imaginando a pior das hipóteses, me envolvendo cada vez mais em uma ansiedade louca. 

Por exemplo: desde criança tenho dores de cabeça. Passei a adolescência inteira achando que se tratava de sinusite. Quando as dores começaram a ficar mais intensas e os analgésicos comuns já não faziam mais efeito, entrei em desespero. Ninguém tinha noção da minha aflição, porque eu guardava só para mim. Passava noites e noites com dificuldade de pegar no sono, imaginando que poderia estar com algum tumor cerebral, imaginando meu próprio velório! Anos depois, descobri que se tratava de enxaqueca. Nada grave, apenas incômodo (e como!).

De uns anos para cá, tenho sentido dores diárias em diversas articulações. Um conselho: evitem o Dr. Google. Ele quase me deixou paranoica. Fui ao reumato, já com o diagnóstico pronto na cabeça: "Tenho síndrome de Sjorgen, ou artrite, ou, pior, lúpus! Ai meu Deus, eu vou morrer e nem vou conseguir ter filhos!". Sim, pensamentos exagerados. Pensamento de pessoas super ansiosas, como eu. 

Estou aprendendo, devagar e a duras penas, que tudo o que Deus quer de mim é que eu não fique ansiosa. Que eu aprenda a confiar mais nEle e a depender mais dele. Deveria ser simples, mas não é. Sorte nossa que Ele nos ajuda!

Inté!

27 de jun. de 2011

O que eu tenho, doutor?

Tenho mesmo andado sumidinha do blog, mas a verdade é que, além da falta de tempo habitual, não tenho conseguido me concentrar para escrever. A ansiedade ainda me acompanha, hora mais forte, hora mais despretensiosamente.

Tenho andado com alguns problemas de saúde. Porém, o que tem me causado toda essa ansiedade é a indefinição do meu problema. Sim, pois médico algum me diz o que tenho; eles só conseguem me dizer o que NÃO TENHO.

Minha saga contarei tintim por tintim em outro post. Destra vez prometo que não demoro, ok?

Beijos e ótima semana procêis.

4 de jun. de 2011

O corpo grita

O Grito, de Edvard Munch. Imagem: O Crepusculo
Nós maltratamos nosso corpo a torto e a direita e nem nos damos conta! Ele aguenta calado, coitado, vai engolindo (nos dois sentidos!) todas as loucuras que cometemos contra ele, até que solta um grito: intolerância a lactose daqui, enxaqueca dali, refluxo acolá... e uma ameaça de fibromialgia rondando assustadoramente.

Pois é, esses são os gritos cada vez mais altos que meu corpo tem dado pra mim, verdadeiros pedidos de S.O.S. que na maioria das vezes eu decido ignorar. O problema é quando vem o ultimato, aí não tem jeito não, meu bem.

Hoje fui fazer uma endoscopia para investigar o refluxo quase diário que venho tendo. O "amor" foi comigo e disse que o médico lhe mostrou meu estômago: o refluxo de fato existe (mas eu já não tinha falado, uai?) e duas feridinhas! E sabem o que é isso? Resultado de anos de alimentação errada e descontrolada, com montes de carboidratos, doces, gorduras, industrializados, leite mesmo sem poder (é, porque tenho intolerância a lactose mas aqui e acolá consumo algo com leite)... O corpo reclama, gente!

Ah, e esqueci de acrescentar na lista lá em cima a OBESIDADE, que também é doença e precisa ser tratada. Meu corpo todo grita, há muito tempo, e só agora resolvi escutar de verdade. Por que é preciso doer muito, ou então tornar-se algo grave, pra gente dar atenção? Bicho-besta que somos...
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