Engraçado como é tão fácil escrever sobre os mais variados assuntos, mas quando algo nos desestrutura de verdade, as palavras fogem. A vontade de escrever sobre os fatos some. Na verdade, dá medo, receio só de pensar e reviver todo o turbilhão de emoções.
Estou dizendo isso porque, desde que perdi meu querido avô, não tive coragem de vir aqui contar; nem mesmo para meu diário pessoal, feito de papel e caneta, o qual mantenho escondido em algum canto da casa, nem mesmo para ele tive coragem de contar. Não tive forças. E agora, com a perda da minha querida avó materna, me deparo com a mesma situação. É muito difícil.
E o paradoxal é que, muitas vezes, uso a escrita exatamente como um meio de desabafo. Mas ela não me serve nessas situações. Simplesmente travo. Evito. Acho que, na verdade, não quero ficar pensando no assunto, para não sofrer. E sei que, qualquer linha escrita sobre a perda de um ente querido, representa pensar sobre o ocorrido, e repensar... enfim, não quero mais sofrer.
Então isso é o máximo que consigo escrever sobre vó Jerônima e vô Gil. E paro por aqui, senão... Não consigo nem publicar.
Inté.
Oi.
ResponderExcluirForças!
Um dia, você consegue digerir essas emoções.
Até lá, deixe-as de molho, recolhidinhas dentro de casa...
Mil beijos
Concordo com a Gordinha da Silva.
ResponderExcluirBeijos!